Episódio 33 – Bruno Piva – Piva Educacional

Posted on Posted in Entrevistas
Bruno Piva

Episódio #33

Bruno Piva

Uma startup de educação que ajuda crianças e adolescentes a descobrirem o seu próprio jeito de estudar e os pais a despertarem o gosto pelo estudo dos filhos.
Nossa conversa com Bruno Piva, CEO da Piva Consultoria Educacional Integrada, sobre estratégias online para negócios offline, marketing de conteúdo, desenvolvimento de clientes e muito mais.

Transcrição

E começa agora o limão no ponto!
Olá sejam muito bem vindos a mais um episódio do limão no ponto, aqui quem fala é Danilo Cruz, hoje infelizmente sem a presença do Dudu, mas estou aqui para conversar com um cara que apaixonado por educação, formado em engenharia e na faculdade esse cara começou a dar aulas particulares de matemática e física e nunca mais parou. Hoje ele ajuda a criança e adolescente a descobrir o seu próprio jeito de estudar e os pais a despertar o gosto pelo estudo dos filhos tudo isso como CEO da Piva Consultoria Educacional Integrada. Bruno Piva, seja muito bem-vindo ao Limão no ponto, cara.
Obrigado, Danilo. Prazer estar aqui com vocês.
Valeu, valeu. Vamos lá, Piva. Vou te chamar de Piva, porque é assim que eu te conheço.
Vamos lá, vamos lá. Não esperaria menos.
Cara, conta um pouquinho pra gente, pro pessoal que tá nos ouvindo, como começou essa história da Piva Educacional, toda essa trajetória e esse interesse pela educação.
Cara, na real é engraçado né, o meu pai é engenheiro e não queria que eu fizesse engenharia e minha mãe é professora e não queria que eu fosse professor, aí juntei os dois, né. Quando... se for falar com começou né... acho que começou quando eu não era um bom aluno na escola e eu tive uma professora particular que mudou minha vida e depois né fazendo a história longa curta, quando eu estava na faculdade de engenharia que só foi possível porque eu tive essas aulas de matemática com a professora particular, é minha mãe falou pra mim, filho vai dar aula que acho que você explica bem e tal.. e aí fui dar aula e me apaixonei. Fui dar aula pro Tiago, meu aluno de 16 anos, disléxico, e eu ensinei geometria para ele de um jeito que nunca tinha ensinado e e isso porque eu entendia o lado dele, eu sabia o que ele estava passando, eu não era aquele cara que sempre mandou bem, e foi dar aula, eu era aquele cara que mandava mal, eu entendia essa parte. E depois disso comecei a ter mais alunos só que na minha cabeça era um negócio que era um side business, um complemento de renda eu comecei a Piva em janeiro de 2011 e em julho eu passei no processo seletivo da Natura. Eu tinha a minha irmã e mais um sócio na época, e eles tocando um negócio e eu fazer a parte mais comercial pelo telefone até que abril de 2014 eu saí da Natura, mas eu ainda, eu saí porque eu não sabia o que eu queria fazer. Eu adorava a Natura, achava muito legal, tinha pessoas incríveis que trabalhavam comigo, mas o coração não batia mais forte sabe, eu queria fazer algo mais, mas não sabia dizer o que. Então tomei uma decisão que eu não recomendo para as pessoas que é, eu saí porque eu falei, cara não é aqui então eu vou sair. Só que eu não tinha o que fazer.
Não tem pra onde ir.
Eu não tinha pra onde ir. O que eu pensei, eu tenho as aulas particulares que eu vou dando, então isso aqui é o meu colchão de ar aqui, enquanto eu decido o que vou fazer. E eu fiquei um tempão, tentei fazer várias coisas no meio do caminho, até que eu fui conversar com um cara chamado Mário Fioretti, foi diretor de Design e Inovação da Whirlpool é e ele me fez umas perguntas que eu infelizmente não lembro quais eram as perguntas, mas a ficha caiu para mim. Cara, tenho um baita negócio aqui na minha mão, que era a Piva Educacional, eu não tô me dedicando e que eu posso fazer disso um negócio. Isso foi em agosto 2015 e aí eu sentei com o Ricardo meu sócio na época, minha irmã tinha saído, e a gente decidiu abrir um CNPJ, porque até então era tudo informal, em outubro de 2015 saiu o CNPJ e aí começou a jornada realmente empreendedora de fazer o negócio do virar e aí foi.. ó.. pra você ter uma ideia, 2016 foi quando eu comecei a estudar um pouco mais de marketing fazer vender. Porque o que eu imaginava, vou por anúncio no google, de professor particular é só sentar aqui ó, ficar esperando... esperando o telefone tocar... Eu pus os anúncios e não foi bem assim que aconteceu. E aí eu fui estudar um pouco mais. Em 2017 eu estudei um pouco mais sobre gestão de negócios, e assim, foi com as necessidades que foram aparecendo e foi quando eu decidi quando percebi que eu precisava entender mais de educação e eu comecei a fazer vários cursos não só de educação e comecei a entender antes eu era só um professor particular, 2017 eu comecei a entender mais de educação, como funcionava, e cara, a Piva tá aí já atendemos mais de 700 famílias nas aulas particulares e agora a gente tá com um programa... Já atendeu 700 famílias, já tive aluno de 35 escolas, São Paulo, hoje no Instagram eu tenho mães e pais do mundo inteiro me acompanhando, e eu tenho um programa de desenvolvimento pra pais pra ajudarem os filhos e despertarem o gosto pelos estudos dos filhos. Então, foi uma jornada assim que não foi fácil, você acompanhou grande parte, né... Sim, sim... estivemos juntos aí alguns anos trabalhando lado a lado. Cara, o Pixels foi um divisor de águas na Piva Educacional, sem dúvida nenhuma.

E Piva, falando justamente disso, assim, a gente teve esse esses três anos na época que eu tocava o Pixels coworking, em São Paulo e você era um dos... das startups residentes e mais do que residente, também amigo, né. A gente trocou muitas figurinhas, rimos bastante e choramos bastante em vários e altos e baixos, e cara é... sempre foi muito uma coisa que me chamou atenção na Piva, principalmente no começo é a questão da diferença né a gente fala de reforço ajudar o aluno aprender a estudar no sempre tem aquelas primeira aquela história do professor particular que vai ajudar o aluno tirar boas notas e passar de ano. E cara, sempre assim, ficou muito claro contigo que o negócio da Piva não é esse, né. Tem toda uma outra estratégia por trás né, de como transformar a educação...

Sim, sim, cara, quando eu fui quando eu comecei a esse negócio crescer a Piva, acabava aparecendo um monte de propaganda de gente falando como você faz para ter mais alunos ensinando a fazer anúncio do google adwords ou procurando no facebook na época é a minha mãe sempre, me minha mãe é uma baita professora de inglês, e ela nunca fez um anúncio e nunca faltou aluno pra ela e ela sempre me ensinou que a gente tinha quefazer melhor alto possível para o aluno. E como é que você faz a melhor aula possível pro aluno? É justamente quando você fica pensando nele né, então quando eu vou dar aula de matemática, e meu aluno gostava de basquete. Eu montava a aula inteira pensando em jogadas de basquete, eu estudava sobre os jogadores, sobre os times, sabe? Pra ter uma comunicação muito mais próxima com ele e isso fazia eu criar uma relação com um aluno que a maioria das outras... dos outros professores não criavam, né...

É aquele negócio de jogar conteúdo e ir embora né...

Exato. Eles iam lá, davam o conteúdo e acabou! Assim, como se o problema do aluno fosse conteúdo. E eu sempre falei para mim, quer dizer, hoje já passaram mais de 84 professores lá na Piva e a primeira coisa que eu falo é, cara, se o problema fosse conteúdo, a gente não tinha trabalho porque tá tudo no youtube de graça, com uns caras muito bons dando aula. E aí eu comecei a pensar o que era realmente o problema, onde estava o problema. Porque é isso que a gente aprende na Engenharia, a definir causa-consequência, quais são os problemas separar eles em vários vários produtos pequenininhos e resolver um de cada vez.

E cara, assim, tipo, a gente tem também um aprendizado aí, vendo a história da Piva, todo o desenvolvimento do negócios, além do mundo da engenharia, dos negócios e da educação... cara... fica muito claro que você também foi atrás de conteúdos principalmente nesse parte de marketing, de comunicação, como divulgar o negócio como fazer um negócio chegar nas pessoas certas né e aí tem um desafio muito grande né que a gente tá falando de algum digital com um serviço que uma empresa que entrega um produto final das contas e físicos, vamos dizer assim. Como que você vê isso cara com quais são os principais desafios que você enxerga nesse sentido e que você pode compartilhar do seu aprendizado nesse assunto?

Cara, eu acho que assim hoje mais que nunca tá claro né, por questão pandêmica, que o futuro é digital e isso sempre esteve claro pra mim e ... quando eu comecei eu fui procurar no mundo inteiro empresas que faziam algo parecido e eu reparei que assim a maioria era muito fraco digital. Assim, eu com pouca experiência com um pouco do que eu tinha pego na internet eu já avaliava os correntes, os futuros parceiros, como eu gosto de falar e vi que assim, a presença digital deles era quase zero viu, e eu achava que assim bom, eu não tinha experiência né não tinha tanta experiência, tanto nome quanto eles eu escolhi estrategicamente começar pelo digital, eu vou me destacar aqui que é o futuro porque isso vai fazer as pessoas pro meu negócio. Não foi, na minha opinião, a estratégia mais fácil, porque você tem um negócio offline, usar estratégias de offline funcionam muito mais. Desde que a gente abriu o escritório, nosso assim, que a gente colocou o logo na porta, da Piva, com visibilidade... tudo mais, aumentou muito o número de aula que a gente tinha lá. Então eu comecei a entender isso que o offline tem algumas estratégias tão boas e o digital tem outras matérias tão boas. Quando o digital cresce o offline cresce também, só que isso é um processo que demora, demora assim, demora para você ver o resultado. É, uma das coisas que aprendi com o digital foi, eu comecei a gravar vídeos e aí eu fiquei 6 meses gravando vídeo, que eu fiz uma consultoria com um cara muito bom, Bruno Romano, me ajudou pra cacete assim, e aí a estratégia de conteúdo lá e a gente gravou durante 6 meses, e eu fiz as contas no final do ano assim que deu certo do errado, pra calcular o ROI, e ficou no 0 a 0, assim, com muito esforço ficou no 0 a 0 ... Putz, esse bagulho de gravar vídeo não funciona e marketing e tal... Quer saber, vou parar né... Aí fiz as contas e falei, cara isso aqui não funciona, vô desencanar... e aí que aconteceu... deu três quatro meses e a gente conseguiu o espaço físico lá que era só nosso e começou a bater umas mães na porta eu falei... não tinha lobo ainda... Cara, de onde é que você veio? Como você veio parar aqui? Não era assim que eu perguntava, era isso que estava na minha cabeça.

Mas essa era a pergunta.

Essa era a pergunta, aí elas, a não, te acompanho no Instagram e tal e como eu tenho lá as plataformas de trackeamento né, então já tinha convertido, baixado e-book e entrado em palestra... se cadastrado pra receber... e eu vi que a maioria das pessoas estavam há 6 ou 9 meses na minha lista de e-mails. Tipo, ela tava me acompanhando, ela tava entendendo que eu tinha consistência, que eu sabia o que eu estava falando e o que eu tava falando era real, era verdadeiro, esse é o maior feedback que eu recebo das mães e dos pais. Bruno... quando eu pergunto assim: Por que você deu um voto de confiança, né? Aí eles falam, que dá para ver que vocês verdadeiro você fala isso de coração, então quando a gente trabalha com amor, demora, mas o resultado vem assim, essa é a conclusão que eu tiro. Porque eu tava gravando os vídeos, as mães começaram a vir porque elas viam que é verdadeiro, só que o processo de tomada de decisão é lento. Porque gravar 4, 5 vídeos, que aconteceu, no final de 2017 eu gravei 5 vídeos, eu passei 4 meses editando eles, eu queria que ficassem perfeito, e eu achei que eu tinha entregado todo o conteúdo que eu sabia de educação nesses 5 vídeos, eu demorei 4 meses pra editar, eu soltei no começo de 2018, depois do carnaval, e foi super legal assim, eu tive contato com algumas escolas depois disso, que viram que eu tava fazendo algo diferente, foi ali que a gente teve as primeiras escolas como clientes, e... só que aí eu parei de gravar vídeos, tipo, foi uma estratégia que funcionou... e eu parei de fazer. Sabe, as vezes o empreendedor... funciona mas a gente acaba não repetindo o que funciona, e mesmo porque eu achei que não tinha mais o que falar.

Cara, hoje eu já fiz mais de 52 lives aqui pros pais, assim, cada uma com conteúdo diferente, então tem uns bloqueios que a gente tira e foi muito interessante esse processo de criar conteúdo porque eu vi que tinha muita coisa que eu sabia que para mim era óbvio que para os pais as mães ou não era óbvio ou era óbvio mas alguém precisava lembrar eles do óbvio e acho que os empreendedores né, pelo menos os que eu conheço, assim, a gente, a parte do marketing é legal, mas o desenvolvimento pessoal que você nem jornada de se conhecer e entender o que que é a sua essência e comunicar o que é a sua essência é isso que vai mostrar o seu diferencial, a sua verdade pros outros, cara isso não tem preço...

Sim.. Tem até uma história que a gente fala bastante né, que é uma coisa que as pessoas sacam... que é muito isso... quando você fala uma coisa a pessoa tem que ver o comportamento parecido e seu pensamento e suas ações, tem que estar refletido naquilo, de alguma forma tá dentro de você o que você tá falando. Antes de mais nada não é questão de acreditar, mas é que aquilo tem que ser uma um valor seu, uma crença sua, uma coisa que realmente seja um ideal seu e quando você força uma situação que foge desse... você tá começando a comunicar vender um negócio, que pra você não faz sentido, que você não compraria, vamos dizer assim, o seu produto, seu serviço, as pessoas percebem isso, a gente saca que tem alguma coisa estranha, não sabe muito bem que é, e vai embora, não tem jeito...

E principalmente, quando você tá falando de filho, né? Cara, filho é o bem muito precioso que alguém tem, né? Você é pai, sabe muito bem disso. Exatamente. Cara você pensa 10, 20 vezes, mil vezes antes de deixar o seu filho assistir um canal do youtube imagina compra alguma coisa pra ele ou contratar uma pessoa para ir na sua casa, ou seja, é, assim, você precisa ter muita confiança na pessoa no serviço para fazer isso e gravar quatro cinco vídeos, cara você contrata um ator, paga alguém pra escrever um roteiro e grava! Agora, fazer 52 com consistência, toda semana, tem vídeo, tem conteúdo tem texto, cara, aí o pessoal fala, não, isso aqui... se fosse mentira a máscara ia ter caído, sabe? Isso que passa na cabeça das pessoas. E cara, você falou bastante dessa questão de conteúdo, de vídeo e rola bastante uma pergunta, pelo menos pra todo empreendedor, como que eu vou entregar, prover esse conteúdo pras pessoas, de uma forma gratuita online, pra de uma certa forma divulgar o meu trabalho, divulgar o meu serviço, a minha empresa e no final das contas como que depois eu consigo reverter isso um cliente um pouco assim cara vai estar vendo tudo que fiz, já conhece, conhece o produto, como funciona como que você vê se essa relação esse essa balança entre dois aspectos é como oferecer um conteúdo relevante para as pessoas que não adianta ser só uma propaganda mas por outro lado também ainda consegui manter o negócio e ter uma oferta no final disso tudo.

O que acontece, primeiro, acho que tem algumas fases do negócio quando a gente começa a falar de construir um negócio e você fala já de criar conteúdo na maioria das vezes quando a gente começa o negócio, pelo menos oque eu vejo as pessoas não estão preparadas, né. ou ela não entende muito do negócio, é muito mais um sonho, uma inspiração. E aí é muito difícil criar conteúdo sobre algo que você tem conhecimento superficial. Só que do mesmo jeito, você não precisa começar um negócio criando conteúdos, você precisa começar um negócio criando transformação na vida das pessoas. Então sempre vai ter uma pessoa que já tá preparada para comprar o que você tem pra vender. Então é muito mais difícil achar essa pessoa no momento certo e que tá todo mundo procurando esse cliente e as estratégia de criar conteúdo é para você aumentar a sua base do funil né, aumentar o número de pessoas que te conhecem e que têm consciência do problema que ela tá passando. Então por exemplo se eu fosse um professor particular hoje eu começaria fazendo anúncio no google e vendendo minha aula barata no começo, ou abaixo do preço de mercado só pra ter os primeiros casos falando bem de mim. Entendeu, então...

O mais importante é buscar o primeiro cliente do que sair divulgando aí o que seria o negócio...

Cara, pra você ter uma ideia do curso de mães e pais que eu fiz, as primeiras ali que compraram, primeira turma saíram 5 pessoas, todas elas já me acompanhavam fazia um tempo no Instagram e viam que o que eu fazia é verdade. Mas quando no segundo lançamento eu coloquei os depoimentos dessas pessoas ali, assim foi muito mais fácil de convencer as pessoas. Quer dizer, eu não precisava convencer, elas viam a verdade nas histórias ali que estavam contando. Foi a mesma coisa que aconteceu em 2016, quando comecei a estudar marketing, que caiu a ficha para mim. O que aconteceu? Eu fiz essa primeira propaganda no google, eu não vendi, por quê? Porque eu não criava valor. Eu não cobrava barato... A minha estratégia nunca foi uma estratégia de preço, né? Eu sempre fui contra o dar desconto porque tem que dar desconto... Eu diminuo o que eu cobro quando a pessoa tá entregando valor.

Por exemplo, se a pessoa compra mais coisas de mim, eu dou desconto, porque eu tenho menos trabalho de vender. Quando você me ajuda eu te ajudo, é isso que eu penso. E alguém falou, minha aula é 50 reais, a minha aula na época era 140... Peraí por que que a sua aula é 140 e o fulano cobra 50? Como eu não entendia esse processo eu ficava bravo. Se o cara tá lá dando aula, por que você tá perguntando pra mim se eu abaixo o preço? Obviamente não era melhor estratégia né, acabei perdendo muitos alunos... e foi aí que fui procurar de marketing, como as pessoas tomam decisões e aí, depois de um tempo que eu, acho que uns 6 meses que já tinha estudado isso, o primeiro, eu falava pro cara: Oh, o fulano cobra 50 reais? Então vamos fazer o seguinte, dá uma olhadinha nos textos que eu escrevo no meu blog, inclusive eu escrevi um texto de um problema muito parecido com o seu, e como você pode resolver. E era exatamente os passos que ele tinha que fazer pra resolver o problema dele. E que ele podia fazer sozinho em casa. E aí você olha o que os meus clientes estão falando de mim, que eu tinha os depoimentos gravados, E aí você decide se 140 reais de aula tá barato ou caro. Eu acho que tá barato! E aí não dava 10 minutos o cara me ligava de volta e fechava um pacote de 10 horas de aula né. Então quando você entende o que é valor pro cliente fica muito mais fácil.

E eu já colocava o conteúdo o que ele tinha que fazer assim no meu caso os pais não queriam fazer, porque, cara, dá trabalho, demora né, a maioria dos caras lá eu atendo, são CEOs, vice-presidentes, diretores de grandes empresas multinacionais, o cara tem uma agenda mega corrida. eu quero alguém para vir aqui resolver o meu problema, se você dá um conteúdo relevante, o que que acontece? Primeiro, hoje eu dou tudo que eu sei de graça na internet, no Instagram, pode ir lá 9 horas da noite você vai ver eu falando de verdade, não escondo nada. Aí o que acontece? Hoje por isso eu tenho mães do interior da Paraíba, que nunca teve um acesso a esse tipo de conhecimento ou as coisas que eu falo se elas tivessem que me pagar, que cara, me mandam mensagem agradecendo assim, Bruno, muito obrigado, nossa isso que você falou mudou completamente, que só me ajuda a falar cara, tô no caminho certo, então eu dou de graça mas não é de graça, porque eu recebo de volta, endenteu? porque me mostra que eu tô no caminho certo me dá ânimo de continuar fazendo. Essa pessoa, ao mesmo tempo indica para três quatro amigos algum momento alguém que tem dinheiro e condições de pagar, fica sabendo, e essa pessoa não tem tempo para fazer, ou para me ouvir, ou para fazer o que tem que fazer. E me liga, Bruno, por favor, manda alguém aqui e resolve isso pra mim. Então, esse processo de criação de conteúdo de valor, ele demora mas ele dá muito resultado.

É isso que eu ia falar, pra esse processo todo acontecer teve um tempo aí, não é questão de... do imediatismo, da coisa automática, de você publicar um vídeo e ter ali, sei lá, 50, 100 curtidas. Não é esse o objetivo. A gente está procurando que na verdade, esse, o vídeo, conteúdo que seja, uma foto, ou um texto em um blog que ela gere valor para pessoa, que essa pessoa vai recomendar pra outra pessoa e até esse círculo todo fechar e chegar alguém na sua porta, vamos dizer assim, para conversar com você, e aí querer o seu serviço, tem seu próprio tempo. Não é só uma curtida no Instagram e facebook...

E cara, é um fator muito mais aleatório do que processual controlável... É...eu sou engenheiro, adoro processo, adoraria ter uma fórmula que fala faz assim... E no final, é assim, cara, a fórmula é cria um monte de conteúdo porque estatisticamente você tem mais chance de atingir alguém... Então, no final... e aquele conteúdo ressoar com o momento da pessoa, e tem uma questão de momento de vida das pessoas também tipo, agora na quarentena que a gente tava abrindo a segunda turma é, teve um monte de gente que falou: Bruno, eu achei a proposta do curso incrível, é exatamente que eu preciso, mas... eu tô muito inseguro com a situação atual e investir isso agora é muito arriscado porque eu não sei se eu vou continuar com meu o emprego, não sei se eu vou ter renda no ano que vem, então prefiro não assumir esse compromisso. Então, tipo, não tinha o que eu falar né. Tem uns caras de vendas até que iam falar, não, mostra o custo, o preço de... mas, eu... sei lá, por enquanto não é o que eu acho que eu preciso fazer, eu prefiro respeitar o momento dessa pessoa, e falar, te entendo, faz o seguinte, continua me acompanhando quarta-feira 9:00 ali é e quando você tiver preparado, quando você tiver seguro para comprar porque você sabe que você vai conseguir pagar, aí, eu vou abrir turma de novo, não sei quando, e não ser se vai estar o mesmo preço, mas eu não sei mesmo, a ideia é aumentar mas vai tá aí... eu tô respeitando o momento da pessoa e empatia, respeito e colaboração são os três principais valores da Piva, né. Então é isso eu sigo os valores que a gente determinou, o tempo inteiro, e isso acho que traz muito mais confiança no longo prazo do que uma venda imediata assim, sabe?

Uma venda mal feita...

Uma venda a qualquer custo, depois, se a pessoa não tá bem, o cara tá inseguro, tem tantas coisas pra se preocupar... de colocar comida na mesa antes, né? Só vai acompanhar o curso mesmo, né? Será que ela vai pôr em prática? Porque no final é isso, eu não quero só vender curso, eu quero que as pessoas coloquem em prática pra que elas tenham a transformação prometida, porque é, é esse é o meu propósito de vida.

E falando em colocar aqui a situação de um novo negócio completamente diferente em termos dessa estratégia de marketing... Por onde você começaria? O que você acha que é o primeiro passo empreendedor? A gente falou um pouco dessa questão de ir atrás do primeiro cliente mas vamos supor aqui que a gente já tem dois, três clientes, quatro clientes, uma base de 10 clientes qual que você acha que o é primeiro passo para conseguir promover o negócio, conseguir essa... um alcance maior, vamos dizer assim...

Acho que tem várias situações aí, né. E são coisas que eu tenho ponderado, tenho pensado bastante. Umas coisas que caiu a ficha para mim esse ano, que é uma frase batida no mundo do empreendedorismo e falaram para mim várias vezes, mas assim é o desafio é você se apaixonar pelo problema e não pela solução que você criou. E, cara, de 2011 até 2019 eu tava ali apaixonado pela solução, que era dar aula particular eu queria eu ainda faço isso mesmo era a única saída que eu vi até então eu vou achar os melhores do Brasil o e colocar ele em contato com os alunos que precisam, entendeu? Vou achar os que têm mais potencial, vou treinar eles, capacitar esses caras pra entender quais são os consortes e trabalhar nisso. E, cara, assim, isso era completa paixão pela solução, porque o problema é, tem um monte de criança, adolescente aí que não tem método de estudo... os pais estão desesperados com isso porque eles vêm que se o moleque não estudar, a chance dele ter um futuro, né, saudável, né, é baixa.

Ele não vai conseguir atingir as coisas que ele quer. Então esse aqui é o problema é que é o que eu preciso gerar valor e eu posso gerar valor com aulas particulares, posso gerar valor com aulas em grupo, porque eu fui contra as aulas em grupo por muito tempo, porque você não conseguia entender as individualidades de cada um, mas depois entendi, isso é uma solução viável pro problema, e tem gente que quer essa solução. Não é porque eu vejo que a solução do particular é melhor, de fato é muito melhor, que o grupo não funciona. Funciona e às vezes é o que a pessoa quer, né? Eu posso gerar valor pra essa pessoa com os conteúdos gratuitos mesmo, já. E assim, essa pessoa quando vê meus conteúdos gratuitos vai me indicar pra outras pessoas quando precisarem Nossa, tem aquele cara lá, o Piva gente boa. Eu posso gerar valor com o curso pros pais que eles podem fazer para despertar o gosto pelos estudos dos filhos. Que o processo é, cara se a criança desperta o gosto por estudo, ninguém para. Ninguém parou você quando você resolveu que você queria fazer o coworking, entendeu? Ou quando você resolveu fazer esse podcast, né? Porque você estava a fim de fazer.

Cara, perguntas agora mais objetivas... Essa é bem objetiva... Vamos lá. O que você recomenda pro pessoal que tá começando, empreendedores que tão montando o próprio negócio agora... Pessoal querendo saber um pouco mais, o que você acha que são os livros, podcasts, conteúdo de uma forma geral que ajuda, pode ajudar e te ajudou aí nessa jornada?

Acho que o principal desafio entender mais sobre você mesmo então eu recomendo ali, existem vários tipos de terapias, hipnoses, constelação familiar, psicanálise, psicólogo... que tem tudo você pode imaginar para olhar pra dentro. Porque a maioria das vezes eu vejo que os grandes saltos que a Piva Educacional deu, tem a ver com momentos que eu quebrei crenças que estavam no meu inconsciente, subconsciente... então acho que o autodesenvolvimento é o caminho muito antes do negócio, se o empreendedor não cresce o negócio não cresce, né. Então, eu começaria vendo isso. De livros... Cara, eu li tantos... enfim eu gosto bastante das coisas do Tony Robbins, tem gente que gosta e tem gente que odeia.

Tem algum específico, ou não?

O poder sem limites foi um que me ajudou bastante assim em várias coisas, não só nos negócios... Tem um livro que eu não sei o autor e o nome dele é o Poder do Foco, ele não é que tem uma o poder do foco todo mundo fala do Daniel Goleman, lá não é o famoso, tem um outro, eu vou achar o nome depois eu te mando pra colocar na descrição.

Tá bem, tá bem.

Deixa eu ver, então... acho que muito mais essa parte de desenvolvimento pessoal antes do desenvolvimento do negócio e quando você se desenvolve, você aprende o que tem que aprender depois, você pega um curso na internet, a Endeavor tem um monte de curso gratuito bom, na minha época eram gratuitos, não sei se são gratuitos ainda, mas o que não falta de conteúdo de qualidade de graça, é muito antes de você investir ali em cursos... É... acho que essa é uma das minhas dificuldades tá que eu tenho trabalhado bastante, acho que falta muito mais colocar a mão na massa, do que aprender teoria, né? Então, quando você começa a estudar uma teoria que funciona, você começa a buscar mais teoria, porque você fala, nossa essa aqui funcionou, essa outras devem funcionar também. E no final é muito mais usar o modelo de startup mesmo fazer mvp, ouvir o cliente, pegar os feedbacks e melhorar e fazer o que funciona de novo então ter essa consciência de fazer funciona, né. Repetir o que funciona várias vezes, acho que isso pode ajudar muito. E é conseguir o primeiro cliente entender quais são os problemas dele resolver pegar depoimento, pega depoimento porque as pessoas não te conhecem então ter um cliente seu falando bem de você vale muito mais que você falando do que você já fez. É... Acho que... E depois entender qual que é o próximo passo desse cliente, né?

Sempre tem um passo-a-passo e acho que o segredo do negócio saudável é o lifetime value do cliente né, eu vejo as pessoas focando muito no custo de aquisição, fazer propaganda mais barata. só que aí você não tá olhando pro longo prazo então imagina o seguinte, você pega um aluno para ter uma aula em grupo, aulas em grupo é mais barato, porque é em grupo. Depois, eu tenho um grupo de 20, 30 alunos da minha sala lá, aí eu ofereço um acompanhamento individual. A chance de eu conseguir converter dos 30 um aluno é muito maior. O que eu fiz no começo, eu tinha 30 alunos individuais e tentei formar um grupo de 30 alunos na sala, que não funcionou né? E aí depois, você pode oferecer alguma coisa para o pai, alguma coisa pra mãe, e aí, hoje tem o planner, eu tenho produtos físicos também, eu tenho um kit de lapiseira, borracha e tudo mais e falo o que é o kit, eu ensino como usar cada um deles, tem as ferramentas de auto avaliação, tem um monte de coisa que pode oferecer depois pra aumentar o valor desse cliente ao longo do tempo sem necessariamente criar dependência de você. Por quê? Eu falo disso, porque na educação, você fala de lifetime value, as pessoas ficam: Nossa! né? Como é que um professor... você vai criar dependência? Não, não é, né? Cara, lifetime value de uma escola é gigante. Se o moleque entra e gosta ele fica a vida inteira ali. São 15 anos... E vai botar os filhos depois ainda... É, são 15 anos de valor gerado, mais e se você conseguir depois e os filhos vão entrar... Num esquema de aula particular, você resolver um problema, e aí? O que você vai oferecer depois? Então você tem que ter essa noção de esteira de produtos e ver o que você vai oferecer e em que momento.

Piva, estamos chega no final aqui... reta final nosso programa, nossa pergunta que já de praxe aqui do podcast, se a vida te der um limão, cara, o que que dá para fazer? Cara, eu gosto de criar experiências então um limão dá pra gente fazer muito mais que uma limonada e a história que você conta antes de vender o limão ou a limonada ou o que quer que tenha para vender, é a parte mais legal do processo. Então dá para gente ir aí vender raspas de limão caramelizado, fazer doces maravilhosamente deliciosos, dá pra gente fazer uma bela de uma caipirinha, e a caipirinha é um serviço né? É uma experiência. Exato, você pode juntar muito mais que o limão nessa caipirinha.

Piva, cara, mais uma vez obrigado aí pela sua participação e pelo seu tempo aí, nesses dias corridos de quarentena que estamos passando. Cara, queria deixar agora o canal aberto para você, contatos, onde as pessoas te encontram, lives, conteúdos... Fica à vontade o canal é seu, cara.

No Instagram @pivaeducacional , no youtube Piva Consultoria Educacional, o nosso site, que eu vou reformular ele muito em breve, que ele já não tem tudo a gente faz, faz tempo, é pivaeducacional.com.br é isso. Ah, se você tem filha, filho que tá com problema, entra no Instagram, manda direct que eu respondo todos eles, por enquanto, né? Enquanto a gente tá pequenininho dá ainda pra responder todos eles, pois eu faço questão. E é muito engraçado as pessoas quando eu respondo, Meu Deus, você me respondeu! Né? Como se eu fosse uma super celebridade, não sou. É fico muito feliz de poder responder e ajudar É isso, agora se você me permitir, Danilo... Só uma historinha rápida aqui de limão e limonada, você pode até cortar depois se quiser, mas eu vou compartilhar com você cara, é nesse negócio de fazer os negócios virarem a gente faz umas propagandas assim que não dão tão certo, né.

Então, eu fiz com um colégio, eu tinha uma turma de alunos específica de um colégio e eu fui fazer uma semana de estudos especiais na véspera de prova e eu fiz um flyer para muito legal, os moleques adoraram assim, a arte. E eu falei, vou distribuir na porta desse colégio, e tinha o nome do colégio, eu falava, se você tá em semana de provas, cara, do colégio tal, não vou falar porque a não quero arrumar confusão, porque rolou uma confusão depois disso. Tá aqui, eu sei exatamente o que fazer... Eu já trabalhei com os alunos, eu tinha um que tinha tirado 2,5 e tirou 9, então tá aqui, a gente consegue entregar... Eu fiz o flyer, fui distribuir na porta do colégio e os meus alunos gostaram tanto do que eu fiz, que eles pegaram os flyers e distribuíram dentro da sala. Cara, aí pra você ter uma ideia, uma das donas do colégio me ligou e eu tentei marcar reunião com essa mulher fazia tempo, cara, e ela não me atendia E aí ela me ligou, e falou, Bruno quando é que você pode passar aqui, e eu já falei deu ruim cheguei lá para conversar com ela quando eu cheguei para conversar com ela já não tava só ela, já tinha mais duas pessoas na sala e eu sozinho ali, aí ela então Bruno, tô te chamando aqui por uma situação meio chata. Aí eu falei, é... Os professores Aí os professores da escola ficaram putos comigo e muito engraçado né, porque eu sempre falei muito bem da escola, aí o dono, o CEO lá do negócio tava querendo me processar por ter usado o nome do colégio né e enfim o negócio tava virando um o negócio gigante do cliente, aí eu falei, ó tá bem desculpa, em nenhum momento a ideia foi o ofender o colégio, eu acho o colégio incrível, eu sou ativista do colégio, falo bem dele pra todo mundo.

Esses problemas não fui eu que falei, isso aqui vem de uma pesquisa que eu fiz com os seus alunos, então isso aqui tem muito valor pra você, se eu fosse você ficaria de olho nisso. Eu só comuniquei o que eles me falaram, não inventei nada, mas assim eu tô ajudando, você sabe que eu tô aqui faz um tempão, que eu ajudo essas crianças faz um tempão, e o nosso objetivo é o mesmo é fazer esses moleque se darem bem na vida, né? Fazer eles performarem melhor, ajudar eles a destravarem o que está acontecendo só que eu tô com problema, eu tô cada vez mais resolvendo o problema dessas crianças e desses adolescentes mais rápido. Eu tô com um problema de verdade, eu resolvo muito rápido e eu fico sem aluno porque os alunos vem, em 3, 4 aulas eu resolvo e eles não precisam mais de aula, e eu tô criando novos produtos aí, novos serviços e esse é um jeito de eu divulgar, você precisa me ajudar, eu preciso divulgar, você sabe que o que eu faço é legal você não gostou do jeito que eu divulguei, você pode me ajudar a divulgar então? Ah, Bruno, a gente não recomenda, sabe como é. Aí um das caras tava na reunião falou assim, ó cara, acho que a gente pode fazer desse limão uma limonada, juro, foi a frase dele mesmo. Aí eu falei, hã... e aí? Cara, por que você não vem aqui dá uma palestra sobre para a molecada aqui sobre tudo que eles têm que saber e no final você menciona ali sem querer que você tem esses serviços ali. Eu falei pra mim funciona. No final eu saí com 3 palestras marcadas em 3 momentos diferentes da escola né e aí tinha uma sobre método de estudo, tinham 2 sobre desenvolvimento de carreira e ela foram canceladas pelo Corona vírus, tava tudo certo então eu tô falando com eles ainda que a gente tá vendo como fazer isso rolar. Foi um jeito aí de transformar um limão numa bela de uma limonada.

Muito bom, casos reais verídicos, a vida como ela é.

A vida como ela é, mas, cara, quando eu recebi a mensagem da dona da escola lá eu não dormia. Mas conseguiu a reunião, né? Consegui, consegui. Mas eu pensava que merda que fiz, velho. Por quê? Não precisava e aí entra na questão de desenvolvimento pessoal, de seus medos, suas crenças... no final tem problema que dá para resolver e problema que não dá pra resolver. O que não dá pra resolver, não adianta perder o sono. O que dá para resolver também não adianta perder o sono, porque só vai atrapalhar na solução do problema.

Piva! Cara, mais uma vez obrigado obrigado mesmo pela só disponibilidade aí pra nossa conversa e ficamos aí. Grande abraço a todos que estão nos ouvindo até o próximo episódio!